Diário de Bordo

EGM 2011: impressões sobre o laboratório

Dia 5 de fevereiro 2011, 7h. São Paulo. Manhã ensolarada de sábado. Junto com amigos. Rumo a São José dos Campos.

Na ida para São José dos Campos já deu para começar a sentir o gostinho de Encontro chegando, afinal é impossível não recordar de Encontros, quando estamos numa caravana de 4 carros em que todas as pessoas se conheceram ao longo dos anos ou em Encontros ou em em turmas de Mocidade. Bate-papo alto-astral, viagem tranqüila, tirando um dos carros que se desgarrou da caravana e quase parou em Ubatuba (rsrsrsrs).

9h20min. São José dos Campos. Manhã MUITO ensolarada.

Sempre sinto aquela emoção boa de rever irmãos de ideal de muitos anos e também novos companheiros que com certeza vieram agregar mais valor ao Evento. Abraços e sorrisos sinceros, começo a me sentir em casa mais uma vez.

10h20min (eu acho). Preparação e primeiras palavras. Dinâmica pro Grupão

Após prece, a dupla Carlos e Cauê fizeram considerações sobre a importância do Encontro e a necessidade de um trabalho de equipe organizado, na seqüência Filippo e Miltinho fizeram um apanhado geral do status do trabalho e os desafios a serem vencidos. Bastante trabalho a vista, o que é ótimo, pois é um trabalho que eu amo realizar e que vai ser feito em conjunto com pessoas que estão reunidas por um objetivo elevado.

Depois a Rejane e a Bia assumiram o comando do Grupão (estávamos em cerca de 180 pessoas, eu acho) e começaram uma dinâmica de grupo que ressaltou a importância de cada um no trabalho.

11h e uns quebrados. CALOR EQUATORIANO.

** ANOTAÇÃO MENTAL 1 – levar somente roupas leves e claras para o Encontro, desodarante deve ser o primeiro item para colocar na mala **

Feita a divisão das frentes de trabalho cada um para um lado. Eu me inscrevi para ficar na Estrutura. Este grupo foi dividido em 3, para fazer um tour pelas escolas que sediarão o Encontro.

Na escola estadual, que servirá de alojamento para portadoras de genes XX, também funcionaram as salas de atividades, refeitório, plenária e enfermaria. Passando pelos dormitórios/salas-de-atividade, foi mostrado o projeto de piloto que visa otimizar o espaço para as pessoas dormirem. A idéia é organizar a disposição dos colchões e malas de forma planejada, para que em cada sala as pessoas fiquem melhor acomadadas e com melhor aproveitamento do espaço. Espero que todos os participantes do Encontro comprem a idéia e façam ela dar certo!

A escola municipal basicamente irá acolher os portadores de genes XY e câmara de sustentação.

** ANOTAÇÃO MENTAL 2 – esse ano os meninos vão se dar bem (rsrsrs), apesar das salas serem pequenas, a escola é uma belezinha: bem conservada, arborizada, banheiros com espelho (luxo!), tem até uma seqüência de torneiras com água gelada! **

** ANOTAÇÃO MENTAL 3 – HIDRATAÇÃO, essa é a palavra-chave para manter o bem estar físico no encontro (válido para todo mundo). Meu velho cantil é o item número 1 da mala. Ops, o número 1 é o desodorante… tudo bem, os dois dividem o primeiro lugar. **

12h, quase 13h. Almoço. Céu azul, sem nuvens com uma bola de fogo gigante (vulgo Sol) ardendo.

Rango firmeza. Comi satisfatoriamente bem. Sempre que faço refeições em Encontros, lembro de uns camaradas de tempos passados que tinham fundado a “Fraternidade dos Gafanhotos” (imagina o tamanho do prato dos caras). E toda vez que me lembro disso, fico rindo sozinho.

14h30min. Volta do almoço. Imagine o pólo norte. SJC era o antônimo dele.

** ANOTAÇÃO MENTAL 4 – Protetor solar com certeza é o item número 2 da mala. **

** ANOTAÇÃO MENTAL 5 – Vou ver se existe protetor solar com repelente (necessário também), assim economizo espaço na mala **

Volta do almoço, breve prece de abertura, frentes de trabalho se dividem novamente. O Daniel e a Joyce fazem um apanhado geral das atividades para a equipe de Estrutura, da qual faço parte. As atividades estão simplesmente demais! Deu uma vontade GRANDE de ser monitor (para alguns a vontade foi irresistível, rsrsrs). Tenho certeza de que os participantes vão curtir muito.

16h (eu acho) – Divisão das equipes de trabalho da Estrutura. Sol um pouquinho mais piedoso. Bem pouquinho.

A estrutura é dividida em ronda, limpeza e cozinha. Eu vou participar da equipe de ronda, que por sua vez vai funcionar em 3 turnos de 8 horas ao longo do Encontro. (Para quem é primeira vez: deu para ver como tudo precisa de planejamento para o Encontro dar certo?).

Posso falar da equipe que vou participar, que é a ronda: a reunião que realizamos serviu para nos concientizarmos do que será o trabalho e a sua importância. “Um sorriso vale mais”, é o lema da ronda, o que eu gostei bastante e desejo que seja o comportamento de todos!

17h e qualquer coisa. Sol exibidão, mas suportável. Encerramento.

Prece de encerramento do dia. Equipe de estrutura dispensada. O domingo terá foco no laboratório de atividades. Dá uma vontadezinha de ficar com os amigos, mas tenho que partir. Na volta para São Paulo, conversa animada no carro, que por acaso estava cheio dos ditos “dinossauros”. O mais novo de Encontros participa deles há uns 6 anos eu acho.

Muitas risadas lembrando de “causos” engraçados de encontros (isso ainda rende um stand up comedy, ops… ANOTAÇÃO MENTAL), reflexões sobre o momento atual frente ao passado e a certeza de que este será mais um Encontro sensacional, em que poderemos juntos viver dias maravilhosos.

Texto enviado por Evandro (Regional SP Leste, mas com um pé no ABC…)

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DIÁRIO DE BORDO: O tesouro

(Autor desconhecido)

Um homem trabalhava fortemente todos os dias em sua horta.

Ele trabalhava para um dono de fazenda não muito bondoso, mas que se preocupava com seus trabalhadores.

O rapaz era forte, tinha muita vitalidade, um corpo atlético do trabalho, ombros largos e braços fortes.

Em casa tinha uma mulher que o amava, e por mais que tivessem suas diferenças, tinham o mesmo objetivo, cuidar bem de seu filho, que era muito doente e precisava de muito cuidado.

João era feliz ali, não reclamava do que tinha, de sua simples casinha, e ia sempre à igrejinha fazer suas preces.

Toda semana vinha o filho do dono da fazenda visitar seu pai. O rapaz chegava em um conversível importado, óculos de sol no rosto, calças de marca, botas de couro, enfim, ostentava muita riqueza.

O rapaz chegava contando histórias que para João pareciam fascinantes, de prédios gigantes, de negócios fechados, baladas, mulheres, jogos. Para João, aquilo deveria ser o paraíso, mas impossível para ele, que retinha todo o pouco dinheiro que ganhava trabalhando para seu filho, pois era de cama e precisava de muitos cuidados.

Todas as noites, João rezava sozinho, agradecia pelo que tinha, mas pedia que tivesse aquela vida do filho de seu patrão.

Em uma noite Jesus aparece a João em sonho, e com todo carinho vai logo dizendo:

– João, meu filho. Todas as noites escuto o mesmo pedido teu. Acontece que quando veio a Terra eu te ofereci a possibilidade de se afastar dos vícios por ter sido uma pessoal muito boa em outras vidas, mas parece que não é essa sua vontade. Reclama de que seu filho seja doente, mas foi só por causa de todas as tuas preces que permitiram que aquele espírito viva, pois era certo de que precisava morrer logo. Te dei os melhores tesouros que pude, um corpo muito bem formado, ar puro, águas e alimentos não prejudicados pela ação do homem, permiti que ficasse com sua mulher que era de outro, e principalmente, te mandei para um lugar afastado das avarezas, dores, ganâncias, paixões, tédios, e muitos vícios que se encontram nas grandes cidades, mas se essa é a sua vontade te oferecerei uma chance para mudar de vida. Você terá a chance, mas lembresse, a escolha será sua.

Poucas semanas depois, eis que o filho do chefe se encontrava muito doente, e ficara internado no hospital lá da cidade. Seu patrão resolvera ir visitar o filho, e para tanto usava o jipe que tinham, acontece que o motorista da família estava ocupado com as funções da fazendo, carregando cargas para outros cantos do país. Para tanto o chefe de João chegou até ele:

– João, sempre foi homem fiel a mim, mas lembresse que sempre fui fiel a ti também, ajudando com os remédios de seu menino. Acontece que agora é o meu que está mal, e pretendo ir para a cidade, e preciso de um motorista, se quiser pode me levar, mas não se preocupe, qualquer coisa peço a outro criado.

João pensou em seu filho, que se fosse, deixaria-o aos cuidados únicos de sua mulher, mas também era a grande oportunidade de conhecer a cidade que sempre ouvira nos contos. O chefe se levanta e vai dizendo:

– Deixe João, eu irei pedir a outro, afinal qualquer um pode me levar.
– Não senhor, eu levo o senhor.
– Mas João lembresse que não temos data pra voltar, e seu filho é muito adoecido, fique!
– Se o senhor me permitir eu gostaria de ir.
– Certo, partimos depois de amanhã.

E João foi, para o homem que só havia dirigido na roça se saiu até que muito bem.

O quadro do filho do patrão piorou e seu patrão permitiu que João fosse para a fazenda, pois não sabiam o tempo que iria demorar.

João quis ficar, com o dinheiro que seu chefe o dava, comprava roupas novas, passeava pelas ruas, principalmente à noite. Acabou dormindo com prostitutas em primeiro lugar, passava em bares e bebida muito, perdendo a noção dos valores, acabando devendo aos donos dos bares. Em jogatinas fez dívidas que somente seu patrão não podia pagar, acabou tendo de trabalhar como pedreiro em construções que via acontecendo.

Dormia em pensões, e gastava todo o resto de seu dinheiro que ganhava, que era muitas vezes maior do que o que ganhava na horta, em bebidas e mulheres.

Se tornou rapidamente viciado em álcool, jogatinas, e arrumou mulheres por toda a cidade que apenas serviam para alimentar sua fome por sexo, pois nada de sentimento tinha em seus atos.

Com o passar do tempo esquecera a família que outrora tivera, e nem mais dinheiro mandava à sua “antiga” família.

Essa história nos mostra que devemos pensar bem quando reclamamos de nossa vida. De que não podemos ter isso ou aquilo, de como somos ou estamos, e de quem está no nosso lado. Tomar cuidado com o que pedimos, e principalmente, nos alertarmos para os vícios e as verdadeiras riquezas do mundo.

Texto enviado por Felipe Vasconcellos – Casa de Timóteo

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DIÁRO DE BORDO: a festa do cachorro quente

Queridos irmãos de mocidade e frequentadores do nosso blog,

Tive o prazer de participar da “Festa do Cachorro Quente realizada” pelo Centro Espírita Luz do Amanhã, neste sábado, dia 25/04/2009.

Foi um evento muito gostoso e divertido.

Na festa pude ver trabalhadores da casa, assistidos, amigos e familiares, e, claro, como não poderia faltar, representantes de diversas mocidades.

Cantamos, ouvimos músicas, comemos, sim, MUITO cachorro quente e bolos de diversos tipos.

Além disso tudo, pudemos contar com a participação do Grupo de Teatro da Regional, que levou animação pra festa.

Foi ótimo, me diverti muito e só tenho a incentivar que mais e mais eventos como esse possam unir e divertir a todos.

Felipe Vasconcellos
Casa de Timóteo

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