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Reflita: “Causas atuais das aflições”

4. De duas espécies são as vicissitudes da vida, ou, se o preferirem, promanam deduas fontes bem diferentes, que importa distinguir. Umas têm sua causa na vida presente; outras, fora desta vida.

Remontando-se à origem dos males terrestres, reconhecer-se-á que muitos são conseqüência natural do caráter e do proceder dos que os suportam.

Quantos homens caem por sua própria culpa! Quantos são vítimas de sua imprevidência, de seu orgulho e de sua ambição!

Quantos se arruinam por falta de ordem, de perseverança, pelo mau proceder, ou por não terem sabido limitar seus desejos!

Quantas uniões desgraçadas, porque resultaram de um cálculo de interesse ou de vaidade e nas quais o coração não tomou parte alguma!

Quantas dissensões e funestas disputas se teriam evitado com um pouco de moderação e menos suscetibilidade!

Quantas doenças e enfermidades decorrem da intemperança e dos excessos de todo gênero!

Quantos pais são infelizes com seus filhos, porque não lhes combateram desde o princípio as más tendências! Por fraqueza, ou indiferença, deixaram que neles se desenvolvessem os germens do orgulho, do egoísmo e da tola vaidade, que produzem a secura do coração; depois, mais tarde, quando colhem o que semearam, admiram-se e se afligem da falta de deferência com que são tratados e da ingratidão deles.

Interroguem friamente suas consciências todos os que são feridos no coração pelas vicissitudes e decepções da vida; remontem passo a passo à origem dos males que os torturam e verifiquem se, as mais das vezes, não poderão dizer: Se eu houvesse feito, ou deixado de fazer tal coisa, não estaria em semelhante condição.

Evangelho Segundo o Espiritismo – capítulo 5 – Bem-aventurados os aflitos

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Mensagens espirituais para a REMO ABC

Caros companheiros, ouvir palavras da espiritualidade é sempre um momento que deixa os nossos corações alegres.

Abaixo seguem mensagens destinadas a toda a Regional de Mocidades do ABC passadas ao fim do curso de dirigentes, uma em 2012 e outra em 2010.

Ouçam, reflitam e repassem para as turmas.

Mensagem 2012

Mensagem 2010

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Reflexão: Mocidade e Velhice

Infância, juventude, madureza e velhice são simples fases da experiência material.

A vida é essência divina e a juventude é seiva eterna do espírito imperecível.

Mocidade da alma é condição de todas as criaturas que receberam com a existência o aprendizado sublime, em favor da iluminação de si mesmas e que acolheram no trabalho incessante do bem o melhor programa de engrandecimento e ascensão da personalidade.

A velhice, pois, como índice de senilidade improdutiva ou enfermiça, constitui, portanto, apenas um estado provisório da mente que desistiu de aprender e de progredir nos quadros de luta redentora e santificante que o mundo nos oferece.

Nesse sentido, há jovens no corpo físico que revelam avançadas características de senectude, pela ociosidade e rebeldia a que se confinam, e velhos na indumentária carnal que ressurgem sempre à maneira de moços invulneráveis, clareando as tarefas de todos pelo entusiasmo e bondade, valor e alegria com que sabem fortalecer os semelhantes na jornada para a frente.

Se a individualidade e o caráter não dependem da roupa com que o homem se apresenta na vida social, a varonilidade juvenil e o bom ânimo não se acham escravizados à roupagem transitória.

O jovem de hoje, pelas determinações biológicas do Planeta, será o velho de amanhã; e o ancião de agora, pela lei sublime da reencarnação, será o moço do futuro.

Lembramo-nos, porém, de que a Vida é imortal, de que o Espiritismo é escola ascendente de progresso e sublimação, de que o Evangelho é luz eterna, em torno da qual nos cabe dever de estruturar as nossas asas de Sabedoria e de Amor e, num abraço compreensivo de verdadeira fraternidade, no círculo das esperanças, dificuldades e aspirações que nos identificam uns com os outros, continuemos trabalhando.

André Luiz
(Do livro “Correio Fraterno”, Francisco Cândido Xavier)

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Reflexão: Muito se pedirá àquele que muito recebeu

10. O servo que souber da vontade do seu amo e que, entretanto, não estiver pronto e não fizer o que dele queira o amo, será rudemente castigado. – Mas, aquele que não tenha sabido da sua vontade e fizer coisas dignas de castigo menos punido será. Muito se pedirá àquele a quem muito se houver dado e maiores contas serão tomadas àquele a quem mais coisas se haja confiado. (S. LUCAS, cap. XII, vv. 47 e 48.)

11. Vim a este mundo para exercer um juízo, a fim de que os que não vêem vejam e os que vêem se tornem cegos. – Alguns fariseus que estavam, com ele, ouvindo essas palavras, lhe perguntaram: Também nós, então, somos cegos? – Respondeu-lhes Jesus: Se fôsseis cegos, não teríeis pecados; mas, agora, dizeis que vedes e é por isso que em vós permanece o vosso pecado. (S. JOÃO, cap. IX, vv. 39 a 41.)

12. Principalmente ao ensino dos Espíritos é que estas máximas se aplicam. Quem quer que conheça os preceitos do Cristo e não os pratique, é certamente culpado; contudo, além de o Evangelho, que os contém, achar-se espalhado somente no seio das seitas cristãs, mesmo dentro destas quantos há que não o lêem, e, entre os que o lêem, quantos os que o não compreendem! Resulta daí que as próprias palavras de Jesus são perdidas para a maioria dos homens.

O ensino dos Espíritos, reproduzindo essas máximas sob diferentes formas, desenvolvendo-as e comentando-as, para pô-las ao alcance de todos, tem isto de particular: não é circunscrito: todos, letrados ou iletrados, crentes ou incrédulos, cristãos ou não, o podem receber, pois que os Espíritos se comunicam por toda parte. Nenhum dos que o recebam, diretamente ou por intermédio de outrem, pode pretextar ignorância; não se pode desculpar nem com a falta de instrução, nem com a obscuridade do sentido alegórico. Aquele, portanto, que não aproveita essas máximas para melhorar-se, que as admira como coisas interessantes c curiosas, sem que lhe toquem o coração, que não se torna nem menos vão, nem menos orgulhoso, nem menos egoísta, nem menos apegado aos bens materiais, nem melhor para seu próximo, mais culpado é, porque mais meios tem de conhecer a verdade.

Os médiuns que obtêm boas comunicações ainda mais censuráveis são, se persistem no mal, porque muitas vezes escrevem sua própria condenação e porque, se não os cegasse o orgulho, reconheceriam que a eles é que se dirigem os Espíritos. Mas, em vez de tomarem para si as lições que escrevem, ou que lêem escritas por outros, têm por única preocupação aplicá-las aos demais, confirmando assim estas palavras de Jesus: “Vedes um argueiro no olho do vosso próximo e não vedes a trave que está no vosso.” (Cap. X, nº 9.)

Por esta sentença: “Se fôsseis cegos, não teríeis pecados”, quis Jesus significar que a culpabilidade está na razão das luzes que a criatura possua. Ora, os fariseus, que tinham a pretensão de ser, e eram, com efeito, os mais esclarecidos da sua nação, mais culposos se mostravam aos olhos de Deus, do que o povo ignorante. O mesmo se dá hoje.

Aos espíritas, pois, muito será pedido, porque muito hão recebido; mas, também, aos que houverem aproveitado, muito será dado.

O primeiro cuidado de todo espírita sincero deve ser o de procurar saber se, nos conselhos que os Espíritos dão, alguma coisa não há que lhe diga respeito.

O Espiritismo vem multiplicar o número dos chamados. Pela fé que faculta, multiplicará também o número dos escolhidos.

(O Evangelho Segundo o Espiritismo – capítulo 18)

Fonte: Portal Espírito

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[Reflita] Vivendo como as flores

– Mestre, como faço para não me aborrecer? Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes. Algumas são indiferentes. Sinto pena das que são mentirosas. Sofro com as que caluniam.

– Pois viva como as flores! – advertiu o mestre.

– Como é viver como as flores? – perguntou o discípulo.

– Repare nestas flores – continuou o mestre apontando lírios que cresciam no jardim. Eles nascem no esterco, no entanto são puros e perfumados. Extraem do adubo tudo o que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas.

– É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que o vício dos outros o importunem. Os defeitos deles são deles e não seus. Se não são seus, não há razão para aborrecimento. Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo o mal que vem de fora. Isso é “viver como as flores”.

Autor Desconhecido

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DIÁRIO DE BORDO: O tesouro

(Autor desconhecido)

Um homem trabalhava fortemente todos os dias em sua horta.

Ele trabalhava para um dono de fazenda não muito bondoso, mas que se preocupava com seus trabalhadores.

O rapaz era forte, tinha muita vitalidade, um corpo atlético do trabalho, ombros largos e braços fortes.

Em casa tinha uma mulher que o amava, e por mais que tivessem suas diferenças, tinham o mesmo objetivo, cuidar bem de seu filho, que era muito doente e precisava de muito cuidado.

João era feliz ali, não reclamava do que tinha, de sua simples casinha, e ia sempre à igrejinha fazer suas preces.

Toda semana vinha o filho do dono da fazenda visitar seu pai. O rapaz chegava em um conversível importado, óculos de sol no rosto, calças de marca, botas de couro, enfim, ostentava muita riqueza.

O rapaz chegava contando histórias que para João pareciam fascinantes, de prédios gigantes, de negócios fechados, baladas, mulheres, jogos. Para João, aquilo deveria ser o paraíso, mas impossível para ele, que retinha todo o pouco dinheiro que ganhava trabalhando para seu filho, pois era de cama e precisava de muitos cuidados.

Todas as noites, João rezava sozinho, agradecia pelo que tinha, mas pedia que tivesse aquela vida do filho de seu patrão.

Em uma noite Jesus aparece a João em sonho, e com todo carinho vai logo dizendo:

– João, meu filho. Todas as noites escuto o mesmo pedido teu. Acontece que quando veio a Terra eu te ofereci a possibilidade de se afastar dos vícios por ter sido uma pessoal muito boa em outras vidas, mas parece que não é essa sua vontade. Reclama de que seu filho seja doente, mas foi só por causa de todas as tuas preces que permitiram que aquele espírito viva, pois era certo de que precisava morrer logo. Te dei os melhores tesouros que pude, um corpo muito bem formado, ar puro, águas e alimentos não prejudicados pela ação do homem, permiti que ficasse com sua mulher que era de outro, e principalmente, te mandei para um lugar afastado das avarezas, dores, ganâncias, paixões, tédios, e muitos vícios que se encontram nas grandes cidades, mas se essa é a sua vontade te oferecerei uma chance para mudar de vida. Você terá a chance, mas lembresse, a escolha será sua.

Poucas semanas depois, eis que o filho do chefe se encontrava muito doente, e ficara internado no hospital lá da cidade. Seu patrão resolvera ir visitar o filho, e para tanto usava o jipe que tinham, acontece que o motorista da família estava ocupado com as funções da fazendo, carregando cargas para outros cantos do país. Para tanto o chefe de João chegou até ele:

– João, sempre foi homem fiel a mim, mas lembresse que sempre fui fiel a ti também, ajudando com os remédios de seu menino. Acontece que agora é o meu que está mal, e pretendo ir para a cidade, e preciso de um motorista, se quiser pode me levar, mas não se preocupe, qualquer coisa peço a outro criado.

João pensou em seu filho, que se fosse, deixaria-o aos cuidados únicos de sua mulher, mas também era a grande oportunidade de conhecer a cidade que sempre ouvira nos contos. O chefe se levanta e vai dizendo:

– Deixe João, eu irei pedir a outro, afinal qualquer um pode me levar.
– Não senhor, eu levo o senhor.
– Mas João lembresse que não temos data pra voltar, e seu filho é muito adoecido, fique!
– Se o senhor me permitir eu gostaria de ir.
– Certo, partimos depois de amanhã.

E João foi, para o homem que só havia dirigido na roça se saiu até que muito bem.

O quadro do filho do patrão piorou e seu patrão permitiu que João fosse para a fazenda, pois não sabiam o tempo que iria demorar.

João quis ficar, com o dinheiro que seu chefe o dava, comprava roupas novas, passeava pelas ruas, principalmente à noite. Acabou dormindo com prostitutas em primeiro lugar, passava em bares e bebida muito, perdendo a noção dos valores, acabando devendo aos donos dos bares. Em jogatinas fez dívidas que somente seu patrão não podia pagar, acabou tendo de trabalhar como pedreiro em construções que via acontecendo.

Dormia em pensões, e gastava todo o resto de seu dinheiro que ganhava, que era muitas vezes maior do que o que ganhava na horta, em bebidas e mulheres.

Se tornou rapidamente viciado em álcool, jogatinas, e arrumou mulheres por toda a cidade que apenas serviam para alimentar sua fome por sexo, pois nada de sentimento tinha em seus atos.

Com o passar do tempo esquecera a família que outrora tivera, e nem mais dinheiro mandava à sua “antiga” família.

Essa história nos mostra que devemos pensar bem quando reclamamos de nossa vida. De que não podemos ter isso ou aquilo, de como somos ou estamos, e de quem está no nosso lado. Tomar cuidado com o que pedimos, e principalmente, nos alertarmos para os vícios e as verdadeiras riquezas do mundo.

Texto enviado por Felipe Vasconcellos – Casa de Timóteo

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